Review: Marvel +Aventura 05

Editora:
Panini/Marvel Comics - Tipo: Revista Bimestral

NºPáginas:
28 - Papel: LWC - Formato: Americano (17 x 26 cm)

Publicação:
Novembro de 2011 - Distribuição: Nacional - Preço: R$ 1,99


X-men: "Cavaleiros de Madripoor"

Edição Original: The Uncanny X-men #268

Roteiro:
Chris Claremont

Arte:
Jim Lee

Arte-Final:
Scott Williams

Cores:
Glynis Oliver


Resumo:
Em 1941, o Capitão América ajuda um major russo a resgatar sua filha das mãos de um comandante nazista, o Barão Strucker. Na trilha de um grupo de assassinos conhecido como Tentáculo, aliados de Strucker, Wolverine se junta à dupla, sem saber que, quase 50 anos depois, voltaria a encontrar a garotinha que ajudou a salvar e que é atualmente conhecida como Viúva Negra.


Opinião:


É impossível falar dos X-men sem citar o lendário Chris Claremont, autor que, ao lado de John Byrne, foi responsável por uma fase reverenciada até hoje como o ponto inicial da incrível trajetória de sucesso dos mutantes junto aos leitores de histórias em quadrinhos. Mas, foi anos depois, na parceira de Claremont com o então jovem e promissor desenhista Jim Lee, que os X-men foram lançados às alturas, chegando a vender milhões de exemplares só nos EUA. A aventura que está sendo republicada nesta edição se situa no início desta fase, em 1990, e dá uma pequena mostra do que estaria por vir.

O roteiro de Claremont é simples e divide a ação entre duas linhas temporais, o passado, que mostra Logan lutando pela primeira vez ao lado do Capitão América, e o presente, com Wolverine, Psylocke e Jubileu tentando impedir os planos dos ninjas do Tentáculo na cidade portuária de Madripoor.


O ponto de ligação entre as duas partes é a presença de Natasha Romanov, a Viúva Negra. No passado, Logan salvou Natasha, ainda criança, de ser recrutada para servir à união entre os nazistas e o Tentáculo. De volta à Madripoor, Natasha reencontra Wolverine e revela os planos dos filhos do terrível Barão Strucker de fazer uma nova aliança com o Tentáculo. Alternando a trama entre passado e presente, o autor prende a atenção do leitor que vai querer saber como tudo termina.


Não há nada de mais na história em si. A narrativa farta de explicações e os diálogos cheios de frases de efeito dão o tom de uma aventura típica de Chris Claremont. Mas, ao contrário de seus trabalhos mais recentes, o autor estava em seu apogeu e era capaz de transformar até mesmo um mero coadjuvante, como a pequenina Sra. Seraph, num elemento interessante para a trama. Logan, com sua personalidade indomável, Steve Rogers, como o "Sr. Certinho", e Jubileu, com sua irreverência juvenil, também estão perfeitamente representados aqui.


A arte de Jim Lee é o retrato do que seria apelidado mais tarde como o "estilo anos 90". Heróis musculosos, mulheres gostosas e cenas de ação com poses exageradas viriam a se tornar o padrão da época, inspirados, principalmente, pelo traço de Lee.

Aqui ele ainda não havia atingido todo o potencial que viria a torná-lo um verdadeiro "pop star" dos quadrinhos, mas já estava começando a chamar a atenção.


É difícil dizer se esse estilo é o melhor, ou se o melhor seria algo mais realista. O fato é que existe arte para todos os gostos nas histórias em quadrinhos. Eu tenho cá minhas preferências e Jim Lee não é exatamente meu artista favorito, mas admiro o trabalho dele e é inegável que ele sabe como transformar tudo o que toca em sucesso absoluto.


Pra mim, o mais importante é a dedicação do artista e a capacidade de produzir uma arte em sintonia com o roteiro. E poucas duplas trabalharam tão sintonizadas quanto Jim Lee e Chris Claremont.


Vale também destacar a introdução do editor Fernando Lopes que fala um pouco sobre a carreira dos autores e do que foi a "febre" em torno dos X-men nos anos 90, algo que rendeu um desenho animado e diversos títulos derivados, muitos dos quais ainda são publicados até hoje.


A última página traz ainda um pequeno histórico sobre a personagem Viúva Negra, muito superficial, mas que serve como curiosidade.

Só faltou explicar duas coisas: que Logan e Steve Rogers irão se encontrar novamente pouco tempo depois deste primeiro encontro, lutando pelos aliados na 2a Guerra Mundial; e que Natasha envelhece lentamente graças às experiências feitas pelo governo russo, que também aumentaram sua resistência física e imunológica.


Conclusão: Mesmo quem não gosta de Jim Lee, de Chris Claremont, ou até do Wolverine, ainda assim deveria dar uma olhada nesta edição, porque além de ser uma boa história de super-herói, bem escrita e bem desenhada, ela representa o início de uma nova era para os X-men e para os Quadrinhos em geral. É verdade que a década de 90 foi um período de muito "lixo criativo", mas os X-men de Claremont e Lee não sofreram deste mal, ao contrário, deram um novo ânimo ao termo "fabulosos" no título dos mutantes mais populares do planeta.

Critério de Notas: 0 a 2,9 = Péssimo!; 3 a 4,9 = Ruim; 5 a 6,9 = Regular; 7 a 8,9 = Bom; 9 a 10 = Ótimo!


Leia meus reviews para a revista do Batman e GHM no site:
http://www.fanboy.com.br/


Marcelo Delmanto, 21/12/11

2 comentários:

Fil disse...

Belo review! Achei essa edição uma das melhores de toda a linha +Aventura lançada. Em parte, porque sou fan dos X-Men kk

http://hqsbyfil.blogspot.com/2011/12/especial-melhores-posts-de-2011.html

WESLEY CHAVES disse...

essa historia e otima